Conflito na Europa: custo da matéria-prima precisa ser monitorado, diz pesquisa

O associado do Sindical recebeu na sexta-feira, 25 de março, resumo da pesquisa realizada pela Fiesp, que aponta os efeitos do conflito na Europa nas matérias-primas utilizadas na indústria brasileira. O estudo aponta que as empresas precisam manter o monitoramento, já que os preços apresentaram um recuo, mas dentro de um viés de alta.

O levantamento foi feito pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, buscando apontar o impacto do conflito armado nos preços e fornecimento de matéria-prima.

O conflito teve início no dia 24 de fevereiro, envolvendo Rússia e Ucrânia. O estudo ouviu 131 empresas paulistas, já no mês de março.

Uma das principais commodities mundiais, o petróleo apresentou o maior valor desde 2014, quando avaliado o preço do barril. Atualmente, o produto apresenta oscilação para baixo nos preços internacionais, na expectativa da solução do conflito.

As indústrias produtoras de calcário agrícola têm nos combustíveis e lubrificantes um dos itens que mais pesam na planilha de custos.

Já a alta na cotação do minério de ferro impacta a siderurgia e toda a cadeia industrial que utiliza como insumos os diferentes produtos de aço e ferro. Parte deles está presente no cotidiano das empresas de calcário agrícola, como as máquinas e equipamentos.

Segundo a pesquisa, 43% das empresas apontaram que o conflito trouxe reajuste de preços nas matérias-primas. Para 20% dos empresários, esse impacto já era esperado, enquanto 37% não relataram alta.

A expectativa, nesse item, é que os preços sejam menos afetados menores em abril, diante da expectativa de avanço nas negociações de paz. Já 36% dizem temer que a oferta de matéria-prima seja impactada em abril.

O estudo concluiu que a situação pede dos gestores monitoramento. Nesse sentido, desde a ocorrência da pandemia, o Sindical tem realizado uma pesquisa mensal quanto aos principais itens que pesam na planilha de custos do empresário que produz calcário agrícola.

Em caso de dúvida, o associado pode entrar em contato pelo e-mail contato@sindical.com.br.

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