Os grãos avançam no solo paulista

O agronegócio no estado de São Paulo está registrando um fato que tem chamado a atenção dos industriais do segmento de calcário agrícola. Ao longo das últimas safras, observa-se um avanço no plantio de grãos, principalmente soja e milho, em áreas antes consolidadas com a cana-de-açúcar.

O Instituto de Economia Agrícola, da Secretaria de Agricultura do Estado, faz apontamentos interessantes a respeito do tema. Cita que os bons preços no mercado acompanhados pela rentabilidade são os principais fatores para que a soja se estabeleça como uma das principais culturas de São Paulo.

Se o acréscimo no volume de grãos colhidos nas culturas paulistas está beirando os 5%, a soja chega perto de 7%. Já o milho safrinha supera os 20%.

Vale ressaltar que já vimos um movimento parecido em anos anteriores. Ocorreu quando da migração de áreas com cultura de laranja para a cana.

Hoje, há informações que até grandes usinas, na renovação de canaviais, optam por um plantio de soja, o que traz benefícios ao solo e até nos projetos de expansão de áreas. Usinas ainda adotam grãos, ao invés de novos espaços para cana, temendo que este mercado volte a sofrer as consequências dos valores internacionais de petróleo.

Também surge o temor de instabilidade na conjuntura internacional, decorrente da concorrência com a Índia na produção de açúcar.

Essas análises chegam justamente quando as indústrias paulistas de calcário estão no ápice das vendas da safra 2021. Vamos atualizar em breve os números, os quais, pelos comentários dos empresários do nosso setor, atingirão aumento da ordem de 10% nas vendas.

Alta no consumo sempre é louvável, mas ainda distante do que seria necessário. Essa afirmativa dos técnicos se encaixa tanto na situação de manutenção das atuais culturas como nas eventuais trocas, nas quais os grãos são o destaque.

Cabe aqui o alerta às empresas e aos produtores: a correção da acidez do solo se encaixa perfeitamente na busca de melhores resultados. Já fizemos um conteúdo sobre isso aqui no site – clique.

A produtividade está diretamente ligada a terras menos ácidas, que, além de ampliarem a rentabilidade, ganham corpo diante dos cenários climáticos registrados recentemente, como o estresse hídrico e o frio intenso.

Nossas associadas estão capacitadas para orientar a busca por ajuda técnica, o que inclui uma análise de solo que traduza as necessidades da área cultivada.

João Bellato Júnior

Presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical)

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