Mineração em São Paulo: Sindical reforça papel dos associados em estudo da Fiesp
O Sindical atua fortemente para divulgar as funções sociais e econômicas de suas associadas, dentro do conjunto de empresas de mineração instaladas em São Paulo. Essa atuação incluiu a colaboração em um estudo realizado pela Fiesp. No trabalho, a atuação ambiental dos produtores de calcário agrícola foi um dos destaques.
Os dados apurados reforçaram a importância da mineração paulista, além de servirem para avaliações de eventuais ações. Embora foque nos insumos para construção, o estudo demonstrou a amplitude da atividade, ao atender também o agronegócio e as indústrias automotiva e eletroeletrônica, entre outras.
A Fiesp informa que o estado apresenta 776 empreendimentos ativos. Juntos, eles produzem 150 milhões de toneladas de minérios por ano e geram 13 mil empregos formais diretos.
Inédito, o trabalho “Recursos Minerais para a Construção: Panorama Setorial Paulista” contou com a contribuição do setor de calcário, levada por Fábio Ramos Vitti, vice-presidente do Sindical e diretor da Divisão da Cadeia Produtiva da Mineração (COMIN), da Fiesp.
“Temos empresas de calcário que também fornecem insumos para a produção de cal e cimento, além de brita para vias urbanas e rurais. Assim, parte dos recursos minerais existentes na produção de calcário atende a outros setores”, relata Vitti.
Em nome do Sindical, Vitti fez uma apresentação sobre a cadeia produtiva de insumos agrícolas para os integrantes do COMIN, que auxiliou no estudo. A gestão ambiental das indústrias de calcário chamou a atenção.
As associadas também têm participado de projetos de melhor utilização dos recursos hídricos nas regiões onde atuam, em parcerias que incluem as prefeituras.
Leis municipais de mineração
A mineração paulista produz 70% da areia industrial do Brasil, 50% da areia comum, 30% da brita e 16% da argila. “A extração de minerais não metálicos, como areia, brita, calcário e argila, é essencial para atender às demandas crescentes de moradia e infraestrutura”, afirma Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic), da Fiesp.
O setor enfrenta desafios, como leis municipais que inviabilizam a mineração sustentável. “Municípios que expulsam a atividade mineradora de seu território geram impactos econômicos e sociais significativos”, alerta Auricchio. “Defendemos a regulação regional ou estadual, evitando extremos de centralização federal ou municipalização total”.
Clique aqui e veja o estudo da Fiesp na íntegra.
Foto: Everton Amaro/Fiesp.