Diminui consumo de calcário no Estado de São Paulo

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Embora ainda positivo, o agronegócio apresentou recuo de 18,9% no Estado de São Paulo. O dado leva em conta os primeiros cinco meses desse ano, quando comparado a igual período do ano passado.
A aplicação de calcário nas lavouras e pastos seria uma alternativa de retomada dos bons resultados. Hoje os números apontam uma retração de 7,3% no consumo de calcário pelos produtores rurais paulistas, na comparação entre o primeiro quadrimestre do ano passado e de 2014.
Na semana passada, o Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apresentou os dados do agronegócio paulista. O saldo da balança comercial registrado entre janeiro e maio passou de US$ 5,82 bilhões no ano passado para US$ 4,72 bilhões este ano.
De janeiro a maio deste ano, o agronegócio exportou US$ 7,29 bilhões. No ano passado atingira US$ 8,38 bilhões, o que significa um recuo de 13%. Ante o mesmo período, a importação praticamente se manteve estável – totalizou US$ 2,57 bilhões nos últimos cinco meses, contra US$ 2,56 bilhões em 2013.
Na exportação total do Estado, o agronegócio segue tendo peso. Porém, recuou 2,4 pontos porcentuais, para 35,6%. Já a participação das importações aumentou 0,4 ponto porcentual, para 7,4%, quando comparados os dois períodos.
Segundo o IEA, “o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior por causa do desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo manteve-se positivo, embora decrescente”.
“Consumo pela metade”
O presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado (Sindical), João Bellato Júnior, acredita que o PIB paulista apresenta uma tendência de queda iniciada em 2013. “A agricultura no Estado já não foi bem no ano passado, e as ações precisam ser revistas para que esse quadro seja revertido”, disse Bellato.
No agronegócio, as duas principais cadeias produtivas paulistas estão com problemas – a da cana de açúcar e a da laranja. O resultado afeta as vendas de insumos, como o calcário. “Há regiões do estado em que houve redução de preços da tonelada do calcário, mesmo com os nossos custos de produção aumentando”, declarou Bellato.
As empresas paulistas comercializaram entre janeiro e abril último cerca de 627 mil toneladas de calcário, ante 673,2 mil do quadrimestre inicial de 2013. Já o consumo aparente caiu de 916 mil toneladas para 853 mil toneladas, em igual período.
O segmento espera planos de incentivo à correção do solo na agricultura nacional. “O potencial de consumo poderia ser o dobro do atual. Havendo o incentivo na correção de solo, a indústria está pronta a atender essa demanda maior de calcário”, afirmou.