Corretivo de solo: não é adiamento, é sobre aplicar melhor
O agricultor vive um momento desafiador é uma das frases mais lidas na internet ou ouvidas em podcasts. No caso dos corretivos de solo, uma das tendências envolve os investimentos para o combate à natural acidez das terras paulistas. Nessa história, tem gente preferindo se arriscar e adiar ou reduzir os esforços nessa prática básica para bons resultados em colheita e lucratividade.
Os números da Federação da Agricultura de São Paulo, fechados em abril último, traduzem o cenário. Com incertezas geopolíticas e cambiais, a alta anual atingiu 87% em um dos fertilizantes mais usados – o nitrato de amônio – e 17% no diesel.
Nos dias atuais, a safra exige eficiência e precisão no manejo do solo. Começa com uma prática básica: a análise de solo. Ela trará dados que ajudarão o engenheiro agrônomo a orientar o produtor diante de desafios como:
. identificar talhões com excesso ou deficiência de nutrientes;
. reduzir desperdícios nas dosagens de corretivos e fertilizantes;
. tomar decisões mais seguras na compra de insumos.
Esse último item orienta o campo financeiro. Uma lavoura com maior eficiência operacional gera dados e informações que auxiliam nas decisões envolvendo o caixa da empresa. Os resultados gerados pelo investimento são melhores.
Um exemplo está na cana-de-açúcar. São Paulo é referência nessa cultura, mas tem gente literalmente perdendo dinheiro quando não se atenta para o período de colheita. É uma época ideal para o preparo do solo na renovação dos canaviais, usando calcário. A calagem em soqueira aumenta a longevidade da cana, reduzindo custos operacionais.
O calcário potencializa os efeitos dos fertilizantes, que rendem até 50% ou 70% mais. Os custos no manejo de solo caem sem afetar a produtividade.
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