Conheça 2 benefícios da calagem que pouca gente fala
A correção da acidez do solo é o principal benefício trazido pela calagem, uma prática necessária para plantios que buscam altas produtividades no Brasil. Porém, são poucos os comentários envolvendo 2 outros benefícios presentes na melhoria das condições das terras usadas no plantio.
São eles:
. Fertilização de solo, por meio do Cálcio e Magnésio;
. Condicionador do solo, ao melhorar as propriedades biológicas, físicas e químicas do solo.
O engenheiro agrônomo Jairo Hanasiro, especialista em nutrição de solos, reforça a necessidade da ampliação da mensagem.
“Geralmente, falamos nas palestras sobre os efeitos da calagem. A correção do pH do solo e o fornecimento de Cálcio e Magnésio são efeitos diretos. Os indiretos surgem em consequência da alteração do pH”, explica.
O estado de São Paulo, assim como grande parte do Brasil, apresenta solos ácidos. A correção da acidez, a partir da aplicação de insumos como o calcário, favorece a ação de outros produtos, como os fertilizantes.
Todo esse processo é bastante difundido entre os agricultores e começa com a análise do solo das fazendas. O passo seguinte envolve a opinião de um especialista sobre os resultados gerados por essa análise. O profissional indicará as melhores estratégias para a calagem, incluindo a quantidade de calcário a ser utilizada.
São Paulo repetirá consumo de calcário em 2025
Porém, parte dos produtores agrícolas deixa de lado a calagem. “Concluímos recentemente o estudo dos 3 primeiros trimestres de 2025. Tudo leva a crer que o consumo de calcário desse ano tende a repetir 2024”, afirma João Bellato Júnior, presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical).
Essa avaliação reforçará um dado nacional histórico: a aplicação de insumos, como o calcário, está pelo menos 30% abaixo da necessária. São Paulo fechará esse ano com 5 milhões de toneladas consumidas, ante uma necessidade de aproximadamente 6,5 milhões.
Jairo aponta outra questão. “O solo corrigido é essencial para potencializar a ação dos bioinsumos, que estão sendo bastante utilizados ultimamente pelos agricultores. Devemos aproveitar a importante sinergia entre corretivos, fertilizantes e bioinsumos”, diz o agrônomo.
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