Calagem: IAC revisa tabela de recomendações no novo Boletim 100

O “Boletim 100: Recomendações de Adubação e Calagem para o Estado de São Paulo” está com uma nova edição, lançada pelo Instituto Agronômico (IAC) no dia 1º de setembro. E os especialistas revisaram as tabelas de recomendação presentes na obra, tendo em vista as necessidades nutricionais do solo e a busca por maior produtividade por área plantada.

A obra reúne recomendações práticas para 130 culturas de interesse econômico no estado de São Paulo. Também aborda regiões subtropicais do Brasil.

O trabalho resulta de informações trazidas por 127 cientistas e técnicos do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e de outras unidades da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, além de universidades e empresas privadas.

A edição ficou por conta de Heitor Cantarella, Dirceu Mattos Jr., Rodrigo Marcelli Boaretto, José Antonio Quaggio e Bernardo Van Raij, todos cientistas do IAC. A obra é voltada para engenheiros agrônomos, consultores, especialistas em nutrição de plantas e agricultores com conhecimentos técnicos.

O livro chega ao mercado quando há muitas dúvidas sobre o cálculo da calagem. A pergunta envolvendo quantidades é uma das mais citadas no Google, quando falamos de correção da acidez do solo.

Necessidades nutricionais e produtividade são os guias

“Reunimos nesta terceira edição do B-100 informações ancoradas em princípios sólidos, como análise de solo e de plantas e dados experimentais do Brasil, bem como de compilados da literatura internacional”, afirma Heitor Cantarella, por meio de nota divulgada pelo IAC.

As necessidades nutricionais e os altos patamares de produtividade da moderna agricultura brasileira guiaram a revisão das recomendações constantes das tabelas. “Ao mesmo tempo, as recomendações visam preservar a fertilidade e produtividade do solo em médio e longo prazo e evitar acúmulos de nutrientes no solo, que podem comprometer recursos financeiros e ambientais”, relata Cantarella.

Os aumentos de produção e de produtividade nos últimos anos fizeram como que as plantas exigissem mais nutrientes do solo. Também passaram a exportar esses nutrientes quando das maiores colheitas.

Cantarella diz que, nesse cenário, as recomendações presentes na terceira edição do boletim foram simplificadas para reduzir as formulações de fertilizantes e, assim, facilitar a adoção do manejo proposto. “Os princípios não mudaram, mas as recomendações evoluíram para maior precisão”, explica.

Decisões diante da entrada e saída de nutrientes

Nesse novo cenário, técnicos e agricultores podem, a partir dos dados do boletim, acompanhar o desenvolvimento das lavouras e tomar decisões embasadas no balanço de entrada e saída de nutrientes. O conteúdo foca nas quantidades de nutrientes absorvidas e eliminadas pelas plantas, fertilizantes e valores de referência para teores de nutrientes nos solos e nas folhas.

O boletim foca na abordagem das culturas de maior expressão nacional, como café, cana-de-açúcar, citros, algodão, milho e soja. Porém, estão presentes outros cereais, leguminosas, oleaginosas, hortaliças, frutíferas e ornamentais.

A nova edição também orienta sobre modos e épocas de aplicação dos corretivos e fertilizantes, amostragem do solo para fins de fertilidade, composição química das plantas, composição de fertilizantes, garantias mínimas e adubação orgânica.

A venda será realizada de forma digital. O valor é de R$ 150,00. Para saber mais, clique nesse link.

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