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Juntos e fortes

Iniciamos o ano de 2019 com uma perspectiva, ao mesmo tempo, positiva e desafiadora.

A mudança de ares na política nacional sinaliza que o agronegócio será valorizado. Com isso, ganha a cadeia produtiva, na qual está inserido o corretivo agrícola.

Por isso, avalio que deveremos ter uma alta no consumo de calcário entre nossos clientes. Estimo que vamos ficar perto dos 12% de elevação.

 Sei que o crescimento se dá em bases ainda tímidas, visto que sofremos perdas ao longo dos últimos anos de crise. Também fica claro que o consumo poderia ser ainda maior, caso estivéssemos – governo e iniciativa privada – com um olhar mais estrutural para o campo.

Porém, são duas situações que precisam ser corrigidas. O baixo consumo e a desvalorização do processo de correção da acidez do solo cobrarão de nós, brasileiros, uma conta muito alta, principalmente quando sabemos que a demanda por alimentos somente aumenta em todo o mundo, sendo o Brasil um dos principais exportadores – ao lado de um importante mercado interno.

Temos feito nossa parte. Aos governantes, levamos a mensagem de que a acidez compromete os resultados. Se estamos bem hoje, quando avaliamos a produtividade por hectare, poderíamos obter mais eficácia se agíssemos planejadamente, acompanhando o estágio dessa acidez e agindo de forma preventiva para combate-la.

Também estamos de olho na gestão de nossas empresas. Internamente, buscamos melhorar cada processo ou produto. Aprimoramos as práticas ambientais em nossas jazidas.

Nos poderes Executivo e Legislativo, levamos nossa reivindicação de melhoria, notadamente na questão tributária. Os avanços ocorrem, mas ainda distantes daquilo que é necessário para que nossos associados gerem emprego e renda, além do produto já citado. Daí seguirmos alertas, visto que calcário é um produto nacional e que age estruturalmente quando falamos de produção agrícola.

Mas temos que fazer "a lição de casa". Os sindicatos precisam reforçar sua representatividade, daí a importância da participação de todos.

A palavra "sindicato", em parte dos casos, teve uso bastante incorreto no Brasil. Daí a reputação desgastada que afeta alguns deles.

Por outro lado, tal ocorrência não pode nos levar a crer que, sozinhos, vamos conseguir resolver todas as questões que surgem. As conquistas obtidas são fruto da manifestação de cada uma das empresas que integram o Sindical, que contribuíram para que as melhores alternativas fossem encontradas diante dos obstáculos.

Essa prática precisa ser mantida e aprimorada, daí conclamar o segmento industrial paulista do calcário agrícola para que estejamos juntos ao longo de 2019. Unidos, somos mais fortes!

João Bellato Júnior

Presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical)


Importância da Calagem

Cartilha - Metodologia Oficial de Análises de Corretivos de Acidez

Boletim Calcário 2017

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