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2017, análises e projeções

Convidado a abordar resultados e projeções do nosso segmento, gostaria de iniciar saudando as nossas associadas pelos resultados obtidos em 2016. Sei das dificuldades que envolveram o nosso segmento, e o país como um todo, mas parabenizo esses corajosos empreendedores e seus colaboradores pelos números.

Quando olhamos 2016, vimos um salto perto de 31% no consumo ante 2015. Essa visão é animadora, no sentido que temos uma retomada das melhoras técnicas de plantio, em especial no cultivo da cana-de-açúcar, aquele que mais representa o nosso Estado.

Creio que neste ano de 2017 continuaremos com uma tendência de aumento no consumo de calcário, não nestes percentuais, mas ainda com alta, muito embora todos saibam que estamos muito abaixo do ideal que o solo paulista necessita.

Nosso foco sempre será o setor sucroalcooleiro e temos uma perspectiva boa quanto aos valores do açúcar nos mercados mundiais.

Também é salutar a nova política adotada pela Petrobrás de flutuação do preço do combustível nas refinarias na medida em que aqui chegam os reflexos do mercado externo. Isso ajuda em muito para que os valores do etanol sejam lineares e, portanto, passíveis de projeções às usinas, algo que não ocorria no mercado de preços represados da gasolina que tivemos nas políticas anteriores.

Acrescente-se a informação de que a Petrobras está vendendo sua participação em algumas usinas, fazendo com que a iniciativa privada tenha mais influência neste mercado. A meu ver, isso trará maior profissionalização.

Vejo sinais de que nossa economia vai mostrar alguns traços de recuperação no segundo semestre, mas ainda assim será um ano difícil de forma geral.

Um dos sinais vem do assédio de fornecedores para venda de insumos utilizados em nossa indústria. Esse assédio está muito acima do normal, mesmo porque é de conhecimento de todos que neste período as nossas associadas estão praticamente paradas, à espera do término do período chuvoso para início de produção.  Ainda assim, tentar realizar algumas vendas mostra a necessidade de faturamento que os aflige.

Temos notado também que timidamente o sistema ferroviário começa a apresentar mudanças com as empresas privadas que hoje o operam. Já é comum ouvirmos que o fluxo de caminhões ao porto para envio de açúcar tem diminuído em função de transporte modal, com base em Itirapina. Este fato poderá provocar uma mudança significativa no escoamento dos corretivos no território paulista, principalmente na “importação” de corretivos de estados vizinhos.

Ainda em 2017 teremos o Enacal (Encontro Nacional de Produtores de Calcário Agrícola) no Estado de São Paulo. Creio que todos devem se preparar, pois é a hora de mostrarmos o quanto nosso setor contribuiu para o crescimento agrícola de São Paulo.

João Bellato Júnior

Presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical)


Importância da Calagem

Cartilha - Metodologia Oficial de Análises de Corretivos de Acidez

Boletim Calcário 2017

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