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Marcos Fava: bom cenário para calcário, mas cuidado com política comercial

 

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Neves (à esquerda) e o presidente do Sindical, João Bellato Júnior  
Foto: Divulgação 

O professor Marcos Fava Neves foi um dos participantes da assembleia anual do Sindical (Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo), ocorrida no último dia 4 de dezembro, em Rio Claro (SP).

Em palestra aos associados da entidade, Neves apontou um bom cenário para a agricultura brasileira, o que deve impulsionar os negócios das indústrias de calcário.

Porém, o segmento precisa ter cuidado com a política comercial. Parte dos clientes dessas indústrias sofre com a política de juros adotada no país, o que amplia o endividamento.

Neves foi recepcionado pelo presidente do Sindical, João Bellato Júnior.

Especialista em Planejamento e Gestão Estratégica de Empresas Orientadas para o Mercado, Marcos Fava Neves é doutor em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, onde atua como professor. Tem especialização na Holanda e França, além de ter sido professor visitante internacional da Purdue University (EUA).

Engenheiro Agrônomo pela Esalq/USP, o professor falou com a experiência de quem é autor de livros e fez palestra em 22 países.
Ao final da palestra, ele falou sobre política e economia para o site do Sindical.

Sindical – Como o sr. vê o atual cenário da economia e da política brasileiras?

A economia vive um momento muito complicado, e a política, também. A economia nacional vive o momento mais complicado dos últimos 20 anos. Vamos retroceder 6% em dois, algo que a gente nunca viu. A sociedade não imagina o tamanho do impacto disso nas pessoas, na tristeza das pessoas, no emprego.

Por outro lado, quando vamos para agricultura, o atual nível da nossa moeda e a perspectiva de crescimento do consumo mundial fazem com que a gente continue com cenário muito positivo para crescimento do Brasil.

A visão é mundial. Voltei agora de um evento do agronegócio em Washington (EUA) com especialistas do mundo todo e não tem nenhum cenário que não é favorável ao Brasil daqui a 10 anos. A ideia é que a gente vai crescer puxado pela agricultura e pelo agronegócio.

Sindical – A questão da logística afeta o setor de calcário, mas o agronegócio como um todo. Que perspectiva o sr. traça nesse item?

As empresas no Brasil passarão por uma redução de custos, principalmente com mão de obra, pelo elevado desemprego, e com transportes, pela redução da movimentação de cargas. Se para as empresas de transporte será muito ruim, para quem contrata serviços será bom porque vai absorver parte do excesso da oferta de transporte.

O custo dos transportes no Brasil vai cair. Não era para acontecer isso para as empresas de transporte. Será uma tristeza para as transportadoras.

Sindical – Como o sr. avalia a crise política e econômica do Brasil?

Sendo bem direto, a sociedade brasileira precisa se livrar desse governo o mais rápido possível. Não vai ter como ser conduzido assim até 2018. O Brasil vai cair 6% em 2 anos de início do governo. Pra que continuar com essa falta de confiança?

A troca do governo com a retomada do otimismo agora vai nos tirar do buraco mais cedo. Insistir com o atual governo será um erro desnecessário para a sociedade brasileira.

Sindical – E o segmento de calcário agrícola, qual sua avaliação atual e as perspectivas?

Como teremos expansão de área com o cenário de crescimento da agricultura, acredito que as empresas de calcário tendem a ter um bom período.
Precisa tomar cuidado com endividamento dos compradores, sendo seletivo na política comercial, tendo cuidado com a política de crédito. Porque o grupo que está endividado na agricultura brasileira, com essa taxa de juros atual, terá problemas mais sérios.

Fábio avalia que a área de calcário agrícola tem desafios. Entre eles, estão a qualificação da mão de obra, logística e o diálogo com o produtor.


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