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Calcário Diamante: investimento em equipe, tecnologia e jazida

 

Calcário Diamante 2

Fachada da Diamante: diálogo com o agricultor é uma das prioridades  
Foto: Divulgação 

Pessoas capacitadas, equipamentos de última geração e investimento em jazidas. O tripé serve para explicar os resultados da Calcário Diamante, associada do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical).

A empresa foi fundada em 1975 por Antônio Vitti. Porém, o empreendedorismo resulta de décadas anteriores, já que Amadeo Vitti, pai de Antônio, é um dos pioneiros na produção de calcário agrícola no Brasil. Em fotos existentes na sede da empresa, no município de Tietê (SP), Amadeo aparece transportando pedras calcárias ao lado de Antônio na década de 1950.

Hoje, Antônio e seus filhos Fábio e Antônio Cláudio administram a empresa. “O investimento tem que ser constante. Corpo técnico, pesquisa e área de reserva são fundamentais no nosso segmento”, conta Fábio Ramos Vitti, que, além de associado, é vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical).

Exemplo disso vem do laboratório próprio para análise do produto. “Fazemos um rigoroso controle de qualidade de nosso produto”, conta Michele Bortoleto, engenheira química responsável pelo laboratório da Diamante.

Algumas das coletas ocorrem perto do momento em que o cliente está retirando o calcário, próximo da pesagem na balança. As análises ocorrem dentro de padrões fixados por órgãos públicos. Mesmo universidades, como a Esalq/USP, são consultadas ao longo do processo.

O corpo técnico ainda é composto por engenheiros de minas, civil e agrônomo, florestal e química, além de geólogo. O calcário agrícola também é vendido ensacado. A extração na área perto da rodovia que liga Tietê a Saltinho inclui o dolomito fragmentado, usado em pavimentos rurais e pátios de transportadoras.

Os 70 colaboradores que atuam na empresa têm como desafio inicial levar a pedra até o pátio para gerar esses produtos. “Trabalhamos com uma pedra bastante abrasiva. A extração é um processo produtivo com muitas dificuldades”, revela Fábio.

Manutenção preventiva

Além da equipe própria, a alternativa encontrada foi a adoção da manutenção preventiva dos equipamentos. Uma oficina na empresa realiza o trabalho de acompanhamento do desgaste de máquinas. A linha de produção, muitas vezes interrompida somente nos horários determinados pela legislação, ganha agilidade e eficiência.

A empresa gera calcário com diferentes PRNT (Poder Relativo de Neutralização Total). É o fator que mede a quantidade do calcário que irá reagir num período de 90 dias.

“O desafio é a pedra chegar ao pátio”, afirma Fábio. Nesse processo, seu Antônio, com sua experiência contribui. Ele pode ser visto junto das jazidas mesmo em dias de condições climáticas adversas. Jazidas essas que ficam a 6 km dos oito moinhos.

Pronta para a moagem, o obstáculo inicial da pedra está superado, facilitando o trabalho dos mais de 120 agentes de vendas da empresa. Esses agentes atendem clientes de vários portes, localizados nos estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Parte deles é atingida em função da comunicação feita pela empresa, que aposta no diálogo com o mercado como uma das formas de divulgação dos benefícios do calcário.

A pesquisa faz com que a Diamante ainda tenha um olhar para questões como o licenciamento ambiental. “O reaproveitamento de material amplia o tempo de vida da jazida”, declara Aldo José Colabone, engenheiro responsável pela parte ambiental e de projetos da empresa.

Fábio avalia que a área de calcário agrícola tem desafios. Entre eles, estão a qualificação da mão de obra, logística e o diálogo com o produtor.


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