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Embracal, a empresa que virou arranjo produtivo local

 

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Estêvão Bittencourt Granjo é gestor da Embracal 
Foto: Divulgação 

Uma história iniciada em 1979 no segmento de calcário agrícola hoje é apontada como um processo de gestão similar a um arranjo produtivo local (APL), como vários existentes no Brasil.

É a trajetória da Embracal, que, como as demais associadas do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical), será relatada aqui no portal.

Com sede em Saltinho (SP), atualmente representa no calcário agrícola um conjunto de seis empresas associadas com plantas em Saltinho, Limeira, Pereiras e Santa Rosa do Viterbo, além de ter empresas parceiras em Minas Gerais e Paraná.

Gesso agrícola e logística também estão na rotina diária do trabalho.

A Empresa Brasileira de Calcário Agrícola (Embracal) remonta ao ano de 1979. Porém, o objetivo operacional segue preservado: reunir empresas para baixar os custos na manutenção do negócio e difundir o uso do calcário agrícola.

“Funcionar como um APL é um trunfo para nós. As empresas de calcário agrícola se ajudam, ao mesmo tempo em que beneficiam o cliente, sem prejudicar a concorrência no mercado”, avalia Estêvão Bittencourt Granjo, gestor da empresa.

A recente fusão de duas empresas do grupo na Amaral Machado é festejada. Mesmo enxuta, a estrutura impressiona – entre o escritório central, associadas e parceiras, são mais de 100 profissionais envolvidos.

“Trabalhamos com três produtos que não são concorrentes: o calcário e o gesso agrícolas, além da logística”, conta Estêvão. O capital humano tornou-se importante, a ponto de alimentar a área envolvendo logística.

“Temos um profissional com experiência em ações para racionalizar o frete. Com apoio de transportadoras, levamos o produto na hora em que o cliente necessita. Isso diminui os custos, principalmente para aqueles que necessitam de entrega em mais de um ponto”, explicou.

“Outro ponto importante é a equipe de engenheiros agrônomos constantemente treinada que orienta vendedores e produtores sobre diversas questões sobre a fertilidade dos solos e aspectos financeiros da cultura”.

Informação

Na visão de Estêvão, o produtor necessita de informação. A empresa prepara um novo site, com o apoio da Esalq, que terá como diferencial apontar as peculiaridades da correção de solo em cada tipo de cultura.

“O calcário agrícola é o insumo agrícola de melhor relação custo benefício. Para cada um real gasto na utilização do calcário pode-se obter até dez vezes este valor no resultado econômico final”, afirma Estêvão.

Ao mesmo tempo, levou à Agrishow desse ano um informativo impresso explicando as características do calcário sedimentar, explorado em parte das jazidas das associadas.

Calcários de origem sedimentar, originados da simples deposição de materiais calcários no fundo de lagos, têm como característica o PRNT um pouco mais baixos que os de origem metamórfica, que sofreram a ação da pressão e temperatura na sua formação, porém apresentam qualidade igual e são muitas vezes uma melhor opção para culturas de ciclo perene e principalmente para locais que apresentam problemas de deriva. “Explicaremos que a definição da melhor opção pelos diferentes tipos de calcário deve ser feita levando-se em consideração o PRNT, concentração de cálcio e magnésio, entrega no prazo, efeito residual, deriva, tipo de solo e cultura, além é claro do preço do calcário e do frete”, ressaltou.

Estêvão avalia que o mercado passa por um momento difícil, e que a união entre empresas com objetivos semelhantes é um forte diferencial. “Um bom exemplo é a  união de duas empresas do grupo na  Amaral Machado, onde o ganho de escala ajuda muito em uma hora como essa”, disse. “Com isso além de passarmos um pouco melhor em momentos de crise, ficamos motivados a investir em equipamentos e instalações”.

Medidas econômicas são potenciais incentivadoras do consumo do calcário agrícola. A recente variação cambial, início da cobrança da Cide, aumento da mistura do etanol na gasolina, melhoram o ânimo do mercado da cana, porém o aumento do custo do dinheiro deprime investimentos.

Porém, Estêvão aguarda sinais mais concretos, como o fim do risco de um racionamento energético. “Calcário é um investimento que requer planejamento”, afirmou.

(Atualizada às 16h01 de 08/05/2015)


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