main-header

Consumo de calcário em SP avança, mas ainda é baixo

A aplicação de calcário na agricultura paulista teve um avanço em julho, para no mês seguinte retomar um período de estabilidade em baixa. A conclusão vem dos dados de consumo divulgados pelo Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical).

O avanço em julho se deu por conta de maior aplicação de corretivos em setores como o sucroalcooleiro, o que gerou um salto de 25,7% no consumo mensal, quando comparado a junho. Porém, na comparação anual, o avanço atinge apenas 4,03%, o que beira a estabilidade.

Já agosto último registrou a volta aos patamares de menor aplicação. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o avanço ficou em reduzidos 3,6%. Percentual parecido teve o consumo quando comparado os oito meses iniciais de 2014 a igual período de 2013.

O sindicato reúne as indústrias paulistas produtoras de calcário e demais corretivos agrícolas. Os dados são do levantamento realizado pelo Sindical relativo aos meses de julho e agosto desse ano.

Os números sinalizam espaço para maior uso do calcário pelos produtores paulistas. Ao mesmo tempo, a tímida aplicação gera custos altos para o agricultor e para o país. As lavouras reduzem a produtividade, já que acidez do solo afeta a colheita.

Ao mesmo tempo, os defensivos agrícolas, como os fertilizantes, estão agindo abaixo do esperado no campo. Isso porque, quando aplicado em conjunto, o calcário amplia os resultados dos defensivos, um dos itens mais caros na planilha de custos do agronegócio.

“A demanda de calcário por parte de empresas do setor de açúcar e álcool estava baixa. Recentemente houve uma procura maior pelo nosso produto”, avalia o presidente do Sindical, João Bellato Júnior. “Seguimos ainda com espaço para produzir mais, na esperança que o agricultor amplie o consumo”.

Além das usinas, os principais clientes paulistas do segmento de calcário estão na área de citricultura. “As usinas de álcool postergaram muito a compra”, afirmou o presidente do Sindical. O segmento sucroalcooleiro vive momentos difíceis, em razão dos preços controlados pelo governo.

A possibilidade de maior aplicação de corretivos nas lavouras paulistas fica clara quando comparados dados anuais. Entre janeiro e agosto desse ano, a produção de calcário na indústria do estado ficou em 1,79 milhão de toneladas. O resultado no mesmo período do ano passado atingiu 1,72 milhão de toneladas.

A situação leva os associados do Sindical a adotarem um slogan entre seus clientes: “Quem dá valor a terra que tem, usa calcário”. Ao mesmo tempo, a aplicação representará maior ganho quando da retomada do mercado, visto que os resultados beneficiam produtores que apostam no planejamento.

Consumo de calcário no Estado de São Paulo

. Agosto de 2013 – 439,6 mil toneladas

. Agosto de 2014 – 455,5 mil toneladas (alta de 3,6%)

. Janeiro a Agosto de 2013 – 2,29 milhões de toneladas

. Janeiro a Agosto de 2014 – 2,38 milhões de toneladas (alta de 3,9%)

Produção de calcário no Estado de São Paulo

. Agosto de 2013 – 305,3 mil toneladas

. Agosto de 2014 – 343,3 mil toneladas (alta de 12,4%)

. Janeiro a Agosto de 2013 – 1,72 milhão de toneladas

. Janeiro a Agosto de 2014 – 1,79 milhão de toneladas (alta de 4%)

Vendas de calcário no Estado de São Paulo

. Janeiro a Agosto de 2013 – 1,68 milhão de toneladas

. Janeiro a Agosto de 2014 – 1,75 milhão de toneladas (alta de 4,2%)

Fonte – Levantamento junto aos associados do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical).


Cartilha - Metodologia Oficial de Análises de Corretivos de Acidez

Boletim Calcário 2017

Busca rápida

Login

Entrevista - Canal Rural

Importância da Calagem

Espaço do Agricultor

YoutubeTwitterFacebook