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Sindical sugere aos presidenciáveis correção de solo para aumentar produtividade agrícola

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Brasil apresenta índices de desenvolvimento agrícola acima da média mundial
Foto: Divulgação  

Próximo das eleições em vários níveis de governo, o Departamento do Agronegócio (Deagro), ligado à Federação das Indústrias do estado de São Paulo, preparou um documento com propostas que ampliem os resultados da produção agrícola no Brasil.

Integrante do Deagro, o Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical) sugeriu que os presidenciáveis incentivem a prática da correção de solo. Também chamado de calagem, a prática se dá pela análise da terra a ser cultivada, com posterior aplicação de calcário. O objetivo é corrigir a acidez do solo, melhorando as colheitas e a qualidade das pastagens.

“É uma questão de produtividade no campo. O corretivo agrícola, como o calcário, é o primeiro insumo a ser aplicado nas lavouras e nas pastagens, sem comprometer a conservação do solo, o meio ambiente e a eficácia dos fertilizantes. Pelo contrário, amplia o efeito dos fertilizantes, o que ajuda nos resultados obtidos pelos produtores agrícolas”, disse João Bellato Júnior, presidente do Sindical.

Estudo realizado em 2011 pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponte que o Brasil apresenta índices de desenvolvimento agrícola acima da média mundial. Também lidera a produtividade agrícola na América Latina e Caribe, com crescimento médio de 3,6% ao ano.

A produção de grãos pode aumentar 22% até 2022, sendo a soja o produto principal, com média de 2,3% ao ano. A carne de frango deve crescer 4,2% e liderar o ranking. O trigo, milho, carnes bovinas e suínas também aparecem nos resultados das preliminares como produtos que irão puxar o crescimento.

Com esta projeção, o presidente do Sindical, João Bellato Júnior, destacou a importância da calagem para impulsionar o agronegócio, pois sem ela toda a cadeia produtiva ficará comprometida. “O aumento de produção, sem ampliar a degradação ambiental provocada pela expansão de área plantada só é possível com o correto manejo do solo. A aplicação do corretivo agrícola é fundamental”, afirmou.

Para Bellato é preciso ficar mais atento aos recursos hídricos e o efeito estufa. “Necessitamos de uma agricultura multifuncional, que produza alimentos e ao mesmo tempo é capaz de usar de forma eficaz os recursos naturais. A imagem do Brasil no mercado internacional ainda é marcada pelas queimadas, especialmente na região amazônica, e pelo manejo inadequado do solo”.

Ele explicou ainda que a terra ácida – sem calagem – impede que as plantas absorvam os nutrientes dos fertilizantes, representando um desperdício substancial dos custos de aquisição deste insumo, impactando diretamente na renda do produtor. Grande parte das terras em países tropicais, como o Brasil, apresenta acidez elevada.

O documento do Deagro oferece suporte às demandas específicas de cada setor do setor agroindustrial brasileiro, a partir da elaboração de propostas para temas estruturais que atingem as cadeias produtivas, como é o caso da calagem. O departamento atua também nas questões que impactam a competitividade do agronegócio no mercado internacional.


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