main-header

Etanol, açúcar e renovação de canaviais: o que a Unica pensa para o setor

O site do Sindical convidou o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Pádua Rodrigues, a avaliar o cenário e as perspectivas do setor sucroenergético.

A indústria é hoje um dos principais clientes do calcário agrícola paulista.  

Para Rodrigues, o etanol terá ampliação no consumo quando o cenário econômico se normalizar. A busca por melhores condições no mercado de açúcar é outra ação da entidade.

Confira a seguir.

Sindical - Quais são as perspectivas da Unica para o setor canavieiro principalmente no Estado de São Paulo?

Antonio de Pádua Rodrigues – O setor sucroenergético vem surpreendendo positivamente. Um dos pontos, é que, mesmo diante da crise causada pela pandemia de coronavírus, a expectativa de safra já foi superada, no acumulado desde o início da safra 2020/2021, a moagem alcançou 326,44 milhões de toneladas, contra 308,96 milhões contabilizadas em igual período do ciclo anterior, atingindo um crescimento de 5,66%.

Temos também avançado cada vez mais nas questões ambientais, investindo na utilização dos subprodutos da cana, como a vinhaça, torta de filtro e bagaço, com o objetivo de tornar toda a cadeia produtiva da cana ainda mais sustentável. Com esses subprodutos, obtemos a produção de biogás e a bioenergia.

Há também o RenovaBio, que criou um mercado de créditos de descarbonização, com os CBios, visando diminuir a emissão de gases do efeito estufa (GEE). 

Sindical - O cenário favorável ao açúcar, diante do etanol, permanecerá?

Rodrigues – A demanda por etanol deve voltar quando o cenário se normalizar. O mercado do biocombustível deve se manter aquecido por conta das preocupações com questões ambientais, como redução das emissões de gases de efeito estufa e da poluição local nas cidades. O etanol reduz em até 90% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e zera a dispersão de várias substâncias nocivas à saúde, como o material particulado fino, em relação à gasolina.

Sobre o açúcar, iremos continuar nos mantendo como principal player no mundo, com 40% das exportações globais, e trabalharemos para que haja mais condições de mercado neste aspecto.

Sindical - Como ampliar o consumo de etanol?

Rodrigues – Temos um grande aliado para potencializar o consumo de etanol, que é o RenovaBio. A política é uma resposta às metas estabelecidas no âmbito do Acordo de Paris e promove a descarbonização da nossa matriz de transportes por meio da ampliação do uso de biocombustíveis e pela compensação da emissão de GEE dos combustíveis fósseis com a criação de um mercado de crédito de carbono.

O programa já está em vigor, e temos perspectivas de que o novo mercado de ativos ambientais, os CBios, traga um crescimento econômico não só para o setor sucroenergético, mas para o país. Outro ponto, importante é comunicar para a população os benefícios do etanol para o meio ambiente e para a saúde da população. Em nenhum outro lugar do mundo o consumidor tem a opção de abastecer seu veículo com um combustível tão sustentável quanto o etanol de cana produzido no Brasil.  

Sindical - Quando se toma como referências os valores de ATR, os índices têm se mantido estáveis nas culturas paulistas. Como o sr. avalia esse cenário, incluindo aí a questão da renovação de canaviais?

Rodrigues – O ATR tem se crescimento graças ao investimento em tecnologias de manejo e variedades mais produtivas. Neste ciclo, dados do CTC, apontam um crescimento do ATR potencializado pela baixa precipitação pluviométrica.

No acumulado desde o início da safra 2020/2021 até o final de junho, o índice de ATR por tonelada de cana-de-açúcar na região Centro-Sul alcançou 131,1 kg, ante 124,4 kg observados do último ciclo, um crescimento de 5,6%.

 
 
 
 

Importância da Calagem

Cartilha - Metodologia Oficial de Análises de Corretivos de Acidez

Boletim Calcário 2017

Busca rápida

Login

Entrevista - Canal Rural

Espaço do Agricultor

YoutubeTwitterFacebook