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Calcário ajuda no combate à erosão, que afeta 20% dos solos paulistas

Os números impressionam. Estudos apontam que 20% dos solos paulistas cultiváveis estão afetados pela erosão. A terra que vai embora leva, somente em fertilizantes, US$ 200 milhões anuais.

Uma prática simples, a calagem, poderia ajudar a reverter esse quadro. Porém, o consumo paulista de 5,3 milhões de toneladas de calcário agrícola ainda é baixo. O dado é de 2019 e deveria ser pelo menos o dobro.

Os danos vão além do patrimônio do produtor rural. Com a pandemia, o agronegócio paulista terá papel fundamental na produção de alimentos. A sustentabilidade será outra prática valorizada na retomada pós-pandemia.

“A calagem traz máxima produtividade às culturas, mas também tem um forte apelo conservacionista, contribuindo largamente para minimizar as enormes perdas causadas pela erosão”, relata o engenheiro agrônomo Júlio César Assad de Mello.

Ciclo da água

“Esperávamos alta de 15% no consumo de calcário este ano nas culturas e pastagens do estado, mas a crise econômica afetará os resultados”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Calcário do Estado (Sindical), João Bellato Júnior, que também dirige a entidade nacional do setor.

O drama do solo é mundial. Um hectare cultivável se perde com a erosão a cada 5 segundos. Órgãos como o Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, alertam ainda para a importância do solo no ciclo da água.

Emprego incorreto de técnicas agrícolas e implementos, desmatamento e expansão urbana geram erosão, diz o IAC. O controle vem de práticas como o sistema de plantio direto.

Os dados dos fertilizantes perdidos com a erosão são de 2011. Manejo preservacionista reduziria esse custo em 80%, avalia o instituto. Fertilizante é um insumo importado e de alto custo.

Alternativas

Os sistemas integrados são apontados como alternativa. Eles garantem que durante todas as estações do ano haja cobertura do solo.

“A calagem associada a qualquer tipo de cobertura vegetal contribuí para a conservação dos solos e mitiga a erosão. O efeito do calcário ajuda a promover a maior cobertura vegetal dos solos, a massa verde. Ainda aumenta a densidade de raízes em subsuperfície, fato que auxilia na coesão. Solo coberto e coeso sente os impactos da erosão em menor escala”, diz Júlio César.

O uso do corretivo de acidez amplia a quantidade de matéria orgânica. “Esse processo amplia a matéria orgânica residual do solo, favorecendo suas características físicas”, comenta o engenheiro.

 
 
 


Importância da Calagem

Cartilha - Metodologia Oficial de Análises de Corretivos de Acidez

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