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Mesmo com foco na produção de alimentos, consumo de calcário no estado de SP cresce abaixo do esperado

Neste mês de julho, o Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical) comemora 30 anos de atividades.

Números de produção na indústria paulista e do consumo do produto no agronegócio paulista mostram a importância da entidade, bem como a da correção de solo – chamada de calagem. Porém, o avanço no emprego do corretivo ficou abaixo do necessário.

Em 30 anos, o consumo subiu 44,6%. Já a produção cresceu 45,4%. No caso do consumo, perto de 5 milhões anuais de toneladas, o recomendado hoje seria em torno de 7 milhões.

“O maior patrimônio do Sindical foram suas conquistas. Esses avanços são frutos de uma união de empresas que sempre tiveram como foco a busca de soluções mais econômicas para os agricultores. Sem esta união que representa o Sindical, as conquistas não teriam ocorrido”, avalia o presidente do sindicato patronal, João Bellato Júnior.

Quando da fundação, os associados do Sindical produziam 2,6 milhões de toneladas, para um consumo no estado de 3,4 milhões. Hoje, esses números são, respectivamente, 3,8 milhões e 4,9 milhões, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal).

Parte das indústrias de estados vizinhos abastece lavoura e pastagem paulistas.

“Temos muito a comemorar nesses 30 anos”, afirma Bellato, que passou recentemente a presidir também a Abracal. Um dos objetivos, desde a fundação, tem sido “desenvolver pesquisas para aprimorar o uso e a qualidade do corretivo a fim de proporcionar aumento da produção de alimentos do País” – clique aqui e conheça os objetivos do sindicato patronal.

Bellato destaca que os presidentes do Sindical focaram na constante procura de apoio governamental para que a mensagem sobre a importância da correção de solo chegue ao produtor rural. “A divulgação da necessidade da calagem, que tanto pleiteamos a todos os órgãos, consolida-se ano a ano, em uma velocidade menor que esperávamos, mas sempre progredindo”, avalia.

Cana e laranja são as culturas que mais consomem calcário em São Paulo. A cultura de grãos tem ampliado o uso, na medida em que ocupa espaço que antes era da cana. A recuperação de áreas afetadas pela erosão é outro ponto de emprego do corretivo.

“A correção da acidez do solo é um investimento. Deveria ser a primeira providência do produtor”, defende Bellato. Solos ácidos consomem mais fertilizantes. Na conta dos nutrientes para a laranja, por exemplo, fertilizantes representam 70% do valor total investido, enquanto o calcário chega a 13% - leia aqui.


Importância da Calagem

Cartilha - Metodologia Oficial de Análises de Corretivos de Acidez

Boletim Calcário 2017

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