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Laranja: o excesso de cobre e a correção de solo nos pomares

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Evento aconteceu de 3 a 6  de junho em Cordeirópolis (SP) 
Foto: Divulgação 

O Sindical acompanhou um dia de debates sobre os rumos do negócio de laranja no Brasil, durante a Semana da Citricultura. Um dos principais temas discutidos foi o uso do cobre nos pomares.

E a avaliação dos pesquisadores apontou para o mesmo caminho. Há que se ter cuidado com o uso excessivo de substâncias como cobre. Excessos podem comprometer o crescimento da planta, afetando os nutrientes disponíveis.

O evento, um dos principais do agronegócio nacional, ocorreu de 3 a 6 de junho no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP). Em sua 41ª edição, reuniu a cadeia produtiva em palestras, exposições e homenagens. Uma delas conferiu ao professor e pesquisador Marcos Fava Neves o prêmio de Engenheiro Agrônomo destaque do ano, sendo que, entre os citricultores, a escolhida foi Sarita Junqueira Rodas, do grupo Junqueira Rodas.

O painel “Manejo da Nutrição” ocorreu na quarta-feira, dia 5 de junho, sob a coordenação do professor José Antônio Quaggio. Foi o espaço que mais discutiu a questão da nutrição do solo.

Outro destaque no painel do dia 5 de junho foi a apresentação sobre a conta calcário no planejamento financeiro da citricultura – veja, em breve, texto sobre o tema neste site.

Coube a Rodrigo Boaretto, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), chamar a atenção para desvios na nutrição das plantas. “O sucesso na citricultura é resultado de uma série de caprichos”, disse Boaretto.

Para ele, o cobre é essencial para o desenvolvimento das plantas. O combate às doenças se mostra mais intenso, em razão do aumento da quantidade de árvores por área plantada.

Acidez do solo

Porém, Boaretto defendeu equilíbrio para que os efeitos não sejam contrários. Parte dos efeitos danosos ocorre a médio e longo prazos, o que “mascara” situações.  Uma delas é o depósito no solo dos excessos gerados pelas aplicações contínuas.

Análises apontaram árvores com equilíbrio que apresentavam 66% do cobre nas raízes. Em níveis elevados do elemento químico, 88% vão para as raízes.

O pesquisador defende um intensivo acompanhamento técnico, para se efetivar o potencial produtivo do pomar. Estudo divulgado pelo Fundecitrus aponta que cálcio e fósforo melhoram a estruturação dos tecidos das raízes, o que reduz os danos causados pelo acúmulo de cobre.

A correção da acidez do solo com aplicação de calcário ajuda na redução da quantidade de cobre nas raízes. A concentração tende a ser menor com o aumento do pH do solo gerado pela correção.

Outras práticas ajudam a evitar níveis indesejáveis de cobre, entre elas o uso da roçadeira ecológica.


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