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Indústria do calcário em SP espera crescimento sustentável no consumo

O consumo de calcário na agricultura do estado de São Paulo apresentou uma alta de 11%. O crescimento no volume aplicado nas lavouras paulistas provoca reações diferentes na indústria do setor. A alta ocorre quando comparados os cinco meses iniciais desse ano, em relação a 2015.

Se os números mais recentes são positivos, os industriais dizem que, embora esperem que seja sinalização do início de uma recuperação, a evolução ocorreu diante de uma base bastante frágil. 2015 não foi um bom ano para o setor. A confirmação da reação virá somente nos próximos meses, quando ocorre o pico de vendas destinadas à lavoura paulista.

“Nos últimos dois anos, a indústria canavieira não promoveu os níveis exigidos de calagem, bem como outros insumos, deixando a produtividade muito aquém do aceitável”, explica João Bellato Júnior, presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical).

“Hoje sinto que o setor canavieiro está retomando o trato cultural correto e, portanto, temos um incremento nas vendas que deve se refletir beneficamente no decorrer do ano”.

Ao lado da citricultura, a cana de açúcar concentra boa parte dos negócios agrícolas no Estado. O cenário reflete na venda de insumos, como o calcário. “Nosso segmento espera ansioso que os números positivos se tornem realidade”, declarou Bellato.

Segundo o presidente do Sindical, “2015 foi um ano muito ruim, daí os dados dos meses iniciais desse ano parecerem bons”. O cenário pode ganhar melhores contornos com práticas adotadas em algumas propriedades, como a volta do plantio de grãos no estado – com o milho ocupando parte do espaço usado anteriormente pelos canaviais paulistas.

O setor de calcário segue passando aos produtores rurais a mensagem de que a calagem necessita ser feita também para que os adubos gerem resultados melhores. Sem a correção da acidez do solo, feita com a ajuda de um profissional, os efeitos dos adubos são parcialmente perdidos.

A calagem fornece cálcio e magnésio para as plantas, o que estimula o crescimento das raízes e maior aproveitamento da água e dos nutrientes do solo.

Consumo de calcário no estado de São Paulo

Período janeiro/maio de 2015 – 1.072.498,55 toneladas

Período janeiro/maio de 2016 – 1.195.545,61 toneladas

Alta de 11,47%

Venda de calcário no estado de São Paulo

Período janeiro/maio de 2015 – 788.400,72 toneladas

Período janeiro/maio de 2016 – 878.853,42 toneladas

Alta de 11,47%

Fonte: Sindical


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