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As dúvidas sobre calcário que afetam os lucros do agricultor paulista

Uma série de dúvidas leva o agricultor paulista a reduzir ou deixar de aplicar o calcário em suas culturas. O cenário gera pelo menos dois tipos de ocorrência. A falta de correção da acidez do solo baixa a produtividade. Ao mesmo tempo, o adubo apresenta menor eficiência do que o esperado, o que afeta a planilha financeira do agricultor – quando conjugado com o calcário, o fertilizante amplia seus efeitos.

As conclusões vêm das falas dos engenheiros agrônomos Juliano Quarteroli Silva e Marcos Jonatan Amici Jorge, entrevistados pelo site do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical). Eles atuam no Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Limeira, que cuida de 14 municípios na região sudeste do estado.

Como em Limeira, há outros 39 escritórios ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e à Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI).

A questão toda começa pela análise do solo. O processo é fundamental para avaliar a fertilidade da terra. “O resultado da análise determinará as doses adequadas de calcário e adubo para garantir maior produtividade e lucratividade para a sua lavoura”, afirma Marcos.

Porém, o último levantamento disponível apontava, no final da década de 2000, que somente 32,2% das unidades agropecuárias paulistas faziam análise de solo. Para os agrônomos, o dado atual tende a apresentar números semelhantes. Além disso, o levantamento – denominado Lupa –, que é um Censo Agropecuário, amplia a confiabilidade diante de estudos feitos apenas por amostragem.

“Para nós, o calcário é tão importante quanto o adubo”, dizem os agrônomos. “Falta explicar ao produtor rural a importância do calcário”, reforça Juliano.

Ao mesmo tempo, questões operacionais geram uma espécie de “cultura do adubo”, que se sobrepõe ao processo de calagem antes do plantio. “O frete é um ponto importante, principalmente para o pequeno produtor, que não tem muitas vezes como transportar o corretivo mineral”, diz Juliano.

A ausência de um equipamento para aplicação também afeta o consumo. O Lupa de 2008 apontou propriedades no EDR de Limeira com até 14 equipamentos para distribuição de adubo e calcário, mas várias delas não dispunham de um só equipamento.

“A formação de consórcios para o uso de equipamentos para aplicação do calcário talvez seja uma alternativa”, opina Marcos. O envolvimento das prefeituras, como por exemplo as Patrulhas Agrícolas como política municipal, é outro caminho apontado por eles.

Pastagem

Quando empregado o processo de calagem, os resultados são animadores. Em um agronegócio baseado na laranja e na cana-de-açúcar, o calcário já consegue ampliar a produtividade. Mas surgem cenários pouco comuns para a maioria dos paulistas – como a produção de leite - nos quais a correção de solo se mostra obrigatória para melhorar os resultados.

A unidade de Limeira do EDR acompanha a aplicação de práticas difundidas no Programa CATI Leite. As áreas de pastagem que recebem calcário e adubo, em conjunto com outras técnicas específicas, como o pastejo rotacionado, podem proporcionar taxa de lotação de até 10 cabeças de gado leiteiro por hectare nos projetos assistidos na região. Antes, a taxa de lotação média era de apenas uma cabeça nestas mesmas áreas. “A qualidade da forragem também é ampliada”, afirma Marcos.

Conforme o site já mostrou, a CATI dispõe de uma cartilha que orienta sobre a análise de solo. Clique aqui e baixe o conteúdo completo.


Cartilha - Metodologia Oficial de Análises de Corretivos de Acidez

Boletim Calcário 2017

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