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Um patrimônio da humanidade nas áreas da pH7

 

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Bernardino Pedro e seu filho Marcelo: negócio com conteúdo histórico e educacional  
Foto: Divulgação 

Os dirigentes de uma associada ao Sindicato da Indústria do Calcário Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical) não poderiam imaginar que, um dia, as atividades ligadas à mineração apontassem uma relíquia. No mesmo espaço da extração, há um patrimônio mundial da humanidade.

O passado de seus fundadores e as características presentes nas estruturas rochosas aproximam a Empresa Calcário pH7 de um negócio com forte conteúdo histórico e educacional.

“Muita gente vem conhecer o sítio paleontológico existente aqui. É algo raro, tem a mesma origem do material encontrado nas camadas profundas do pré-sal”, conta o engenheiro agrônomo Marcelo do Amaral Camargo Pedro, um dos diretores da empresa de Santa Rosa de Viterbo (SP), cidade distante cerca de 300 km de São Paulo. 

O respeito ao conteúdo histórico da área é forte, inclusive com espaço para visitação de estudantes e profissionais.

Esse compromisso acaba influenciando os negócios da pH7, que incluem calcário para agricultura, limpeza ambiental, brita para vias rurais e agropecuária. “Sempre buscamos novidades. Nossa entrega com frota própria é um diferencial”, relata Bernardino Pedro, diretor superintendente.

Outra novidade é o uso de big-bag no transporte do calcário. “As usinas de cana de açúcar aprovaram bastante essa ideia”, conta Claudinei Belém, gerente industrial da empresa.

Divulgação

O calcário é do tipo dolomítico. “Além da cana, nossos clientes plantam laranja, café e soja, e também pastagem”, diz Bernardino. Regiões de São Paulo e Minas Gerais são os principais destinos dos produtos pH7.

Marcelo avalia que o quadro poderia estar melhor. “O calcário precisa ser melhor divulgado. É uma importante fonte de cálcio e magnésio. Ele melhora o solo, fazendo com que haja uma melhor absorção do adubo, evitando perdas e trazendo ganhos de eficiência”.

A direção da pH7 considera que a história da empresa não começa com sua fundação, em 1987. Tem início sim com Abílio Pedro, pai de Bernardino, avô de Marcelo e um dos pioneiros do calcário no Estado. A apresentação da pH7 remete à época em que Abílio deixou o Líbano, onde nasceu em 1905,  à procura de uma vida melhor.

Isso depois de ver o negócio do pai, uma pequena indústria de tingir tecidos, falir com a 1ª Guerra Mundial. Ainda tentou viver da agricultura mas as terras sofriam com a neve de seu país. Aos 18 anos de idade estava no Brasil para uma trajetória que incluiu trabalhar como empregado em um armazém.

Inovação era com Abílio Pedro. Foi um dos primeiros a criar uma linha de ônibus entre duas cidades do interior paulista. Também montou o primeiro posto de gasolina às margens da Via Anhanguera, perto de Limeira.

Em 1953, fundou a empresa “Calcário Cruzeiro”, ainda hoje em atividade na cidade de Limeira (SP) e que será abordada em reportagem neste portal em breve.

Acreditando no potencial da região de Santa Rosa de Viterbo, Abílio Pedro adquiriu em 1977 as instalações da indústria que hoje sedia a "pH7 Mineração de Calcário". Morreria seis anos depois. A unidade de Santa Rosa passou a ser administrada por Bernardino, que mantém o compromisso de seu pai com a qualidade e o bom atendimento.

Documentário

Mas pode-se dizer que essa história começou antes. Ou melhor, bem antes. O documentário "Mar de Rochas" aborda o sítio paleontológico de Santa Rosa de Viterbo. As estruturas rochosas formadas há mais de 200 milhões de anos foram descobertas através das atividades de mineração da pH7 na região.

A importância científica levou a Unesco, órgão da ONU para educação e cultura, a reconhecer a área como patrimônio mundial da humanidade. Hoje, é visitada por pessoas e estudiosos do mundo todo, inclusive da Petrobrás – que realiza testes com equipamentos que serão usados futuramente na exploração do petróleo do pré-sal.

“Formações como essas só ocorrem aqui e na Namíbia”, conta Marcelo. O conteúdo do documentário pode ser visto neste link.

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