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Produtor de São Paulo aplica menos calcário, diz levantamento

Produtor rural reduziu a aplicação de calcário em suas culturas e pastagens 
Foto: Divulgação 

O produtor rural do Estado de São Paulo reduziu a aplicação de calcário em suas culturas e pastagens. Por conta disso, os negócios da indústria do segmento recuaram 2,6%.

Esse cenário representa menos alimentos na mesa do consumidor, além de simbolizar dificuldades na comercialização de duas das principais culturas da região – a cana-de-açúcar e a laranja.

Os dados foram divulgados pelo Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical). Relativos ao mês de junho desse ano, os números ainda apresentam outro complicador – a variação de custos na produção, ocorrida principalmente nos insumos utilizados nas jazidas. Essa variação afeta o resultado da indústria.

A aplicação menor de calcário pode representar também uma retração na produtividade e na planilha de resultados do agronegócio paulista. “O calcário é um produto que melhora o rendimento da planta, na medida em que contribui para diminuir a acidez da terra”, diz João Bellato Júnior, presidente do Sindical.

Ao mesmo tempo, seu uso amplia os resultados dos fertilizantes, um dos itens que mais pesam nas contas do produtor rural.

Em maio deste ano, as empresas associadas do Sindical comercializaram 253.904 toneladas de calcário, iniciando o período de maior movimentação das indústrias de insumos agrícolas ao longo do ano com expectativa melhor do que em 2013. Porém, em junho, o volume comercializado recuou para 236.861 toneladas. Houve uma queda de 6,7% no total vendido.

O consumo aparente em junho último atingiu 322 mil toneladas, quando em maio havia sido aplicado no agronegócio paulista um total de 345 mil toneladas.

Câmbio

Quando comparados os semestres, os dados também são mais para estabilização. O semestre inicial desse ano atingiu 1,146 milhão de toneladas vendidas, ante 1,116 milhão no ano passado. O consumo aparente se manteve quase estável, de 1,482 milhão de toneladas no semestre inicial do ano passado para 1,521 milhão de toneladas esse ano.

O cenário econômico da laranja e da cana, duas culturas, fortes na região, afeta o resultado da indústria de insumos, como o calcário. A política cambial brasileira não estimula a exportação desses dois itens, o que desanima o produtor.

As condições climáticas também prejudicaram os agricultores paulistas esse ano.

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