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Gargalos afetam resultados da indústria de calcário em São Paulo

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Belatto disse que o agricultor precisa de informação sobre os benefícios da correção do solo, proporcionados pelo calcário
Foto: Divulgação 

Planos de incentivo à aplicação do calcário na agricultura paulista e nacional ajudariam não apenas na produtividade, mas reduziriam os recursos gastos pelo produtor rural em itens como os fertilizantes. Ao mesmo tempo, o Brasil sairia ganhando, com menor reserva de capital destinada à importação de adubos, além da produtividade ampliada no agronegócio. 

Porém, o setor de calcário sofre com a falta de incentivos. Ao mesmo tempo, enfrenta barreiras comuns aos demais segmentos econômicos, como a dependência extrema do transporte rodoviário.

A avaliação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical), João Bellato Júnior. A saída para os gargalos de um dos setores que literalmente atua na "raiz" da cadeia produtiva do agronegócio está no incentivo vindo dos órgãos públicos.

Para Bellato, o agricultor carece de informação sobre os benefícios da correção do solo, proporcionados pelo calcário. Daí o sindicato estar investimento em novas ferramentas de comunicação, como este site e uma página no Facebook – denominada Calcário Agrícola. O site trará informações institucionais do segmento. Já a fan page no Facebook compilará dados vindos de várias fontes da cadeia do agronegócio.

"Os estoque estão altos, então a indústria de calcário agrícola paulista está pronta para atender aos agricultores", relatou.

Em 2013, os números do calcário paulista foram praticamente similares aos de 2012, que já não havia sido bom. Onde houve avanço a explicação está na redução de preços. O esforço dos empresários nas negociações com os compradores fez com que São Paulo comercializasse 2,7 milhões de toneladas no ano passado, número similar ao de 2012, mas quase 10% menor que 2011.

Divulgação

"Nossa maior reivindicação levada aos governos é a divulgação. O agricultor pouco conhece o calcário, a maioria não sabe que o calcário potencializa o adubo, que é um dos insumos mais caros na hora de produzir", afirma Bellato.

Planos de ação, como o Procal de 1975 e o Planacal de 1990, apostavam na informação como ferramenta. "Nesses planos, o agricultor só pagava o transporte. O solo corrigido potencializa o adubo", afirma Bellato, lembrando que o adubo tem que ser aplicado todo ano, e o calcário, não.

A correção de solo como geradora de plantas com raízes de melhor qualidade ganha força com ações governamentais. "Nosso insumo é o começo do processo. Hoje o agricultor não tem onde buscar informação", avalia o presidente do sindicato patronal.

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