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Citricultura aposta na produtividade para diminuir perdas

A safra de laranja do principal parque citrícola do Brasil – que abrange 349 municípios de São Paulo e Minas Gerais – deverá ser de 364,47 milhões de caixas. A estimativa para a safra 2017/2018 foi apresentada pelo Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura), durante a Semana da Citricultura, realizada em Cordeirópolis (SP).

Se a produção é 14% maior do que a média histórica dos últimos dez anos, segundo a Pesquisa de Estimativa de Safra (PES), do Fundecitrus, o principal desafio do produtor é resistir às oscilações de preço no mercado. A área plantada cai anualmente no parque SP/MG. Há menos investimentos em novos pomares, que estão cada vez mais adensados. O estoque de plantas novas também está caindo.

A alternativa tem sido a busca por produtividade. Para isso, práticas como pulverização, a correção da acidez do solo e a adubação precisam ser feitas. “A laranja não aceita desaforo”, alertou a professora Margarete Boteon, da Esalq USP, durante palestra no evento.

Greening

Produtores ainda sofrem com os obstáculos, como o greening. Porém, a maior parte, quando erradica os pomares, segue no agronegócio.

Cerca de 43 mil hectares foram erradicados de outubro de 2014 até março último. Donos de 17 mil hectares ainda estudam o próximo passo. Dos 26 mil hectares que já têm finalidade, 19 mil receberão outras culturas. Outros sete mil hectares permanecerão na laranja.

O greening tem afetado a produção, de uma forma superior ao avaliado inicialmente pela comunidade científica. O pesquisador do Fundecitrus, Renato Beozzo Bassanezi, disse durante o evento que, 4 anos após os primeiros sintomas da doença na árvore adulta, a severidade atinge 50% da copa e reduz a produção da planta em 60%. “O manejo integrado e atenção na adubação das plantas são aspectos essenciais para o controle da doença”, afirmou.

Ainda sob o tema “investimentos”, percebe-se a concentração. Margarete apresentou estudo que aponta que metade das 7.588 propriedades tem até 10 mil pés. No eixo SP/MG, metade das árvores plantadas está reunida em somente 158 propriedades.

Preços

A precificação é o principal risco, diz Margarete. Especialistas presentes no evento preferiram não prever números para essa safra. “O preço pode ser bom para a citricultura, mas não para o seu negócio”, alertou a professora aos citricultores presentes.

Já Marcela Oliveira, da Tetra Pak, aposta na alta do consumo brasileiro de sucos de frutas 100%. Ela estima que esse consumo crescerá a uma taxa anual de 11% até 2020, segundo estudos da empresa.

A Tetra Pak foca no comportamento do consumidor para obter esse impulso. Apesar da crise, a categoria vem crescendo. Públicos como o infantil e a classe C também são alvo das ações do suco 100%.

No mercado externo, o consumo sofre também pelos novos padrões de comportamento. A correria cotidiana reduziu o tempo das refeições, notadamente do café da manhã. Nessa onda, sucos e cereais industrializados tiveram queda no consumo, contou Ibiapaba Neto, diretor da Citrus BR, que reúne as indústrias brasileiras exportadoras de suco.

O cenário também tem sido afetado por conta de formadores de opinião que relacionam o suco à obesidade infantil e fora dos padrões de alimentação saudável. Ações junto a influenciadores nas áreas de comunicação, saúde e alimentação estão sendo feitas para reverter o cenário.

A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES), realizada em cooperação com a Markestrat, Unesp e FEA/RP-USP, está disponível no site do Fundecitrus.

(Com sites da CitrusBR e Fundecitrus)


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