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Cana e laranja ajudam, e PIB do agronegócio paulista cresce em 2016

O PIB do agronegócio do Estado de São Paulo apresentou alta de 7,4% em 2016. O resultado de R$ 276 bilhões representa 13,8% do PIB total do Estado e 18,7% do PIB do agronegócio brasileiro.

O levantamento, parceria do Departamento do Agronegócio (Deagro), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, confirma a prévia do resultado estimado para o ano, divulgada em fevereiro pela entidade.

O setor paulista de insumos, ao qual está atrelado o calcário agrícola, teve alta de 4,8%, na comparação entre os anos de 2015 e 2016. A movimentação do setor no estado chegou a R% 15,5 bilhões. Quase dois a cada três reais investidos em insumos vão para a agricultura, sendo o outro real aplicado na pecuária.

Segundo o levantamento, a área de defensivos teve em 2016 volume de negócios 7,4% superior ao registrado em 2015. Já a área de adubos se ampliou em 2,5%.

“A recuperação da atividade sucroalcooleira paulista ajudou nosso setor”, disse João Belatto Júnior, presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado (Sindical). No ano passado, o consumo de calcário superou 4 milhões de toneladas, melhor que os 2 anos anteriores, mas ainda baixo diante da avaliação de acidez elevada em 2/3 dos solos do estado.

“O agricultor tem usado calcário, mas em níveis baixos. Aplicar calcário de forma planejada significa custos menores com o adubo, que é bem mais, e produtividade maior na área plantada”, afirmou Belatto.

Por meio da Fiesp, o Deagro informou que o PIB do agronegócio de São Paulo é calculado a partir da soma do valor agregado pelas “indústrias antes da porteira da fazenda” ou de insumos agropecuários, com participação de 5,6%; pela atividade “dentro da porteira da fazenda” ou agropecuária, com 11%; pelas indústrias “depois da porteira da fazenda”, com 40,7%; e pelos serviços diretamente ligados ao agronegócio, que representam 42,7% do resultado total.

Impulso

A atividade primária, “dentro da porteira da fazenda”, impulsionou o resultado agregado, apresentando a mais expressiva variação do PIB (19,7%). A recuperação no ano dos setores de cana e laranja e o salto na confiança do produtor a partir do segundo trimestre do ano passado foram determinantes para o resultado apresentado no campo.

Para a indústria da pecuária, a fraca demanda doméstica limitou os preços da carne, e a crise econômica, com inflação ainda elevada e alto desemprego, levou a quedas nos preços reais de todos os elos da cadeia.

O agronegócio paulista gerou, em 2016, perto de 2 milhões de postos formais de trabalho. Desse total, 17% correspondem à atividade agropecuária (dentro da porteira), 34% à agroindústria e 45% a serviços. O segmento de insumos absorveu cerca de 4%.

Para ter acesso ao levantamento completo, clique aqui.


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