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Combate à acidez do solo faz consumo de calcário avançar em SP

O Dia do Calcário Agrícola está sendo comemorado no estado de São Paulo com uma “festa contida”. Os resultados apontam avanços no consumo nos últimos 3 anos. Porém, se a alta na aplicação de corretivos representa melhores práticas agrícolas, instabilidades de mercado e a recuperação tímida da economia surgem como entraves.

A avaliação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados para Uso Agrícola do Estado de São Paulo (Sindical), João Bellato Júnior. “Crescemos em bases muito frágeis. Precisamos de um cenário mais claro à frente para consolidar os números”, disse Bellato.

A data em que é comemorado o Dia do Calcário Agrícola, 24 de maio, ganha força pela necessidade de maior incentivo às ações como a calagem, que é a correção da acidez do solo. Dois em cada três alqueires paulistas usados na agricultura apresentam acidez elevada. Se a calagem fosse prática rotineira, a tendência seria de ampliação da produtividade em torno de 40%.

Ao lado disso, os constantes aumentos nos custos da indústria atingem o setor. A burocracia é outro entrave, ainda mais complexo em função de, no segmento, lidar com a questão da mineração – cuja reformulação do código tem votação incerta no Congresso Nacional.

No ano passado, o estado de São Paulo consumiu 4,3 milhões de toneladas de calcário, um dos corretivos usados na calagem. O salto próximo de 30% em relação a 2015 deixou claro que parte dos agricultores retomou a correção.

Em 2014, o consumo ficou próximo de 3,7 milhões de toneladas, o que ajusta a alta do ano passado para 14,5% - índice mais próximo da realidade. Cana-de-açúcar e citricultura ainda são os principais consumidores paulistas de calcário.

Informação

“A retomada das melhoras técnicas de plantio ocorreu, em especial, no cultivo da cana”, disse Bellato. “Ainda estamos muito abaixo do ideal necessário ao solo paulista”. A manutenção da política adotada pela Petrobrás de flutuação do preço do combustível nas refinarias também ajuda.

O Sindical tem apostado na informação como incentivo ao consumo. Uma delas é a elaboração de materiais, como reportagens e uma cartilha a ser lançada em breve, a respeito da análise de solo, que é a porta de entrada da calagem.

”Com o solo corrigido, um dos insumos mais caros da cadeia produtiva, o adubo, teria maior poder de ação, além de ampliar a produtividade”, lembrou Bellato. O adubo tem custo de 25 a 30 vezes superior ao do calcário.


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